segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ofensa dos genes

Acordei meio filosofo - bêbado hoje, não repare...
Se você se sente o máximo, sim você! Não quando acorda, porque ninguém se sente o máximo quando acorda. Mas logo depois de ter feito uma coisa supostamente boa ou que altamente desejava, chega à frente do espelho e pensa: Nossa como eu sou demais... Sim no presente momento que você pensa isso do mais profundo da sua mínima célula, o lugar que você mais despreza ri ironicamente de você e pensa: Você o máximo? Será que você não se enxerga? Você pensa que é o centro do universo, que é o máximo que pode ser... Coitado de você. Você é só uma embalagem pra transportar o verdadeiro sentido, ou seja, eu, os genes! Porque só na sua eterna ignorância acha que vai viver pra sempre, que tudo vai ser pra sempre. Só através da sua ignorância, ela que você tanto repudia, que você consegue ser feliz, porque entraria em desespero sempre que conhecesse alguém que ama e soubesse exatamente o tempo preciso que vai passar com essa pessoa. Sim porque é o máximo que você vai fazer é passar determinado tempo com uma pessoa, tempo o qual vai enjoar de desejar pra sempre. Se soubesse tipo que teria dois meses, alguns anos, alguns dias com a pessoa às vezes daria muito mais valor. Entenderia quando ou o quanto está próximo os precisos momentos antes da amizade ou do afeto ou do amor acabar. E não é? O que aconteceu com o seu ego? Aonde está o bonitão dono do universo? Calma que eu ainda não terminei minha cara embalagem descartável porque nem o elogio roupagem lhe cabe.
Falta falar do sentimento mais nobre que você sustenta e diz ser o sentido de tudo na sua vida e tudo mais, sim ele mesmo o amor. Você acha que realmente amaria uma pessoa se não fosse estimulado pra isso? Nós os genes que camuflamos tudo, manipulamos você como um manequim da seguinte forma: você vai gostar extremamente de tal pessoa e acabou, e se não conseguir vai sofrer muito pra deixar de ser burro. Porque na verdade você não ama ninguém, mas gostamos dos genes de tal ou tal pessoa e queremos e se queremos, portanto você quer. Agora você vem com essa desilusão que nada é pra sempre! Errado também porque se existe alguma coisa, esse algo não surgiu do nada e sim sempre existiu.
E agora que você sabe que e não tão insignificante, mas muito mais insignificante que a menor parte do seu corpo, talvez algo no seu interior pare de se estufar para todos os lados...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Karinolesia

Vou confessar que me sinto fraco, consigo assumir posições mais tranqüilas, são poucas coisas das quais tenho medo, mas ela mexe comigo de uma forma que me sinto frágil. Não esperava conhecer assim alguém de súbito, alguém que de repente fizesse uma parte de mim se parecer completa e fazer com que todo o resto seja incapaz de negar o romantismo. Onde você esteve esse tempo todo? Porque não apareceu antes? Porque me faz sentir como se eu não quisesse mais o futuro e sim só o presente, pois enquanto você estiver presente eu nunca deixarei de ser eternamente feliz. Porque quando eu olho pra você eu tenho vontade de dizer eu te amo e nada é tão doce quanto isso. Porque essa vontade de querer compor músicas de te levar flores de fazer promessas de amor eterno? E o medo se tornou ver você triste... Eu queria que a vida toda fosse somente um pôr do sol depois de um dia de tanto gosto, porque com você todas as preocupações desaparecem. Você ofusca tudo, me deixa em febre, ferve desde meu coração ao arrepio da pele. E todo o sentido da vida eu encontrarei em você, nos meus braços e nada mais dela vou querer além de sentir sua respiração junto a minha, o seu rosto junto ao meu o seu corpo me aquecendo. Romeu caro Romeu sorte da tua Julieta que você não conheceu Karina. Ela sopra vida nos meus olhos, ela me completa e é tudo que eu sempre quis sem saber que queria. Porque sua presença me enche de sonhos e a vida é tão doce, que quero viver cada segundo, pra mim nada mais importa. Quero sair com você pelas tardes ensolaradas, te mostra o melhor momento do por do sol, ser seu encosto quando tiver cansada. Fazer do meu coração seu travesseiro pra poder te consolar. Você é minha sede, a única sede que incendeia, que arde. Porque quando você me ouve eu não quero saber nem de céu, nem de paraíso, se existe algo melhor não quero conhecer. Como eu agradeço toda essa felicidade? Eu só sei que quero te dar tudo em dobro. Porque agora que te conheci sei tudo o que é felicidade. E eu te amo tem um sentido que as pessoas não são capazes de conhecer, pois é tão eterno que não consigo entender onde ele começa onde ele termina, mas sei que está totalmente relacionado a você. Em cada eu te amo, meu coração pulsa de alivio porque se eu não disser sinto que ele vai explodir. Por isso não posso me conter e não existe outro modo há não ser amar você. Dentro de mim esse amor ecoou vindo do infinito.

domingo, 24 de agosto de 2008

Anatomia do amor, essa forma tão sutil...

Faz tempo que eu não escrevo nada, esse ‘jejum’ não é por falta de vontade. Eu sempre tenho a mania de falar demais, muitas vezes sem muito conteúdo interessante pra quem possa ler e exatamente por isso não tenho escrito nada. Tenho pensado demais em varias coisas, muitos eu tenho vontade de colocar aqui, mas eu estou com um problema sobre o que penso ultimamente tenho achado tudo obvio, leigo, ignorante. Ate por isso peguei uma pilha de livros pra ler. Acho que estou precisando para libertar minha língua eu tenho me estranhado muito.

O que me levou a escrever hoje foi sobre a poesia, tenho estado tão envolvido nela. E o que me levou a pensar em escrever algo sobre ela e que muitas pessoas se apegam mais a filosofia a ciência precisa do que a ela. Bem acho tudo valido, entendo que alguém não possa gostar, mas defendendo a poesia não conheço outra forma de se expressar que seja tão dinâmica. A poesia ela é acima de tudo demonstrar o que se sente, mas ela faz isso de varias formas, exige uma inteligência de analise uma inteligência de auto conhecimento que eu acho a poesia incrível, o poder com que ela comove enfim. A minha poesia é nostalgia, e sentimento a flor da pela, e arrepio, e forma de reconhecer coisas que sentia e não sabia definir.

Engraçado eu não sei por que estou tão sentimental... Acho que a culpa é da Karina e ainda nem escrevi nada pra ela. E me sinto tão estranho, essa forma tão sutil...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

DAR NÃO É FAZER AMOR



Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado...

Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Esconde-esconde.

Às vezes paro, choro sozinho, solto um sorriso dispersado de alegria...
As vezes grito em silêncio o seu nome, e fico a vagar nas
lembranças que me levam a você.
As vezes tento fugir mas estás no meu pensamento, na minha alegria,
no meu anseio na minha simpatia...
As vezes toco a solidão, a angustia e ai eu a encontro sorrindo colorindo
a minha vida com uma palavra que me afaga, e branda o meu sofrimento fazendo que eu o despoje em qualquer lugar.
As vezes fico esperando vê-la, fico ansiando
ouvi-la, não me compreendo,
... mas você me
faz bem...
As vezes sou ridículo, sou quadrado mas termino rodando em direção a você, com os meus problemas, com as minhas suplicas.
As vezes me pergunto, me auto ignoro e nesse conflito de idéias dissolvo o meu pensamento e nele percebo o quanto és especial.
Pois igual a você somente tudo aquilo que você representa.

Leu ali em cima? Não faz o seguinte lê com calma, tenta entender o que a pessoa que escreveu sentia. Sabe? Queria saber quem escreveu isso. Porque me identifiquei tanto aqui. Sou exatamente isso... Ah! Mulheres... Estou tão diferente que não estou me reconhecendo. Não sei o que acontece comigo... E me olho às vezes e me ironizo em pensamento em momentos tão súbitos e inesperados. Começo a me enxergar de outras formas, formas mais solidas mais reais mais coerentes, é tão difícil ser realista e pé no chão com os meus vinte e poucos anos...

Ultimamente tenho achado respostas pra coisas sobre mim que sempre me perguntei e nunca entendi. E tenho notado que apesar de pensar que existia uma individualidade em mim, sou mais parecido com as pessoas do que pensava. Antes quando eu era criança nunca me preocupava com namoro ou em relação a casamento. Achava que seria coisa natural, assim como terminar a escola ir pra faculdade, trabalhar e viver a aposentadoria numa cadeira de balanço, ha-ha eu sou tão ingênuo... Sempre acreditei que com os meus trinta e poucos anos, ou então quando tivesse maduro o suficiente, estaria casado e com um ou dois filhos, teria uma vida burguesa, talvez fosse um bom pai e um péssimo marido, talvez nenhum dos dois, e seria o estereótipo da normalidade. Mas minha opinião sobre isso agora virou um paradoxo... Sou o perfeito solteirão, não sei dar satisfação, costumam não acreditar na minha sinceridade, e não cobro quase nada da outra. Sou um péssimo namorado, definitivamente. Sou uma pessoa hedionda, tenho total certeza disso não por opinião sobre mim, mas por mera conclusão. Todas as que eu quis me largaram, nenhuma ficou comigo, algumas eu corri atrás, outras nem dei bola, falei coisas das quais profundamente me arrependo e outras as quais nunca senti, pra maioria delas exceto pra duas. Às vezes penso que já tenho formada a opinião sobre quem possivelmente daria certo e não deu por mera tragédia do destino, nos afastamos e tal. Ou talvez eu procure o amor e ele também me procure, mas ele nunca me encontre.

Talvez por isso eu entenda porque tenho ficado folheando livro e chorando sem sentir tanta graça no que leio, ou ficado triste apoiando o rosto contra a mão no quanto da varanda. Às vezes quero morrer, me arrependo profundamente de pensar nisso logo depois, mas fiquei assustado quando eu li meu diário e me vi como essas pessoas que parecem que nunca estão bem. Se você tem a ousadia de ler isso aqui e sentir pena, com todo o respeito quero te mandar para os quintos dos infernos. Porque no momento me sinto perfeitamente bem. Afinal quem pode ser culpado de sentir saudade? Saudade daquela pessoa pra quem você sempre ligava, que te surpreendia, que transformou os momentos nas lembranças de maior tesouro e porque não dizer o sentido da vida. Te ensinou a leveza de ficar em silencio e observar as coisas, de perder o medo de uma felicidade que era tão fantástica, que não deixava a gente esconder nada, que surgia de repente, que te confortava com todo o compromisso como ninguém foi capaz de fazer... Que te preocupou doente, que tomou chuva com você, que desobedeceu tudo que falavam, que riu de coisas que somente a gente ali era capaz de entender... Que teve coragem de mostra como tão lindo é o ser humano sem mascara. Essa mascara que usam tão desbotada e rasgada. Que beijava seu rosto deitada por cima de você enquanto a luz do sol invadia a janela do terceiro andar. Enquanto queria ver o por do sol. Ah! Saudade... Acho que por isso que a gente sempre acha que o primeiro amor e o maior de todos e que iria ser eterno, talvez eterno seja mesmo... Ainda sinto saudade e faria tudo de novo, alias como queria fazer... Mas os primeiros amores se vão... Os segundos e os terceiros também, o amor fica sem sentido... E a gente ate esquece qual era o significado. E associa amor ao o que as pessoas dizem por ai para parecerem simpáticas...

Ah amor! Visite-me... Saudade imensurável de você... Porque tenho ate duvidas se você realmente ainda existe. Era tão fantástico ser novo e ir descobrindo a vida... Tenho medo de ficar velho sabe? Serei um tremendo nostálgico deprimente. AUHAUHAUAHUAHHU já consigo ser tento vinte e poucos anos...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Todo amor que é possivel ter...

Bem são duas e meia da manhã, e acabei de ler tudo o que eu queria sobre lançamentos de filmes. Parece meio se assunto um começo assim: falar o que estava fazendo, mas é que quero demonstrar o quanto estou exausto. Acordei cedo, estudei matemática a tarde toda, tive meia dúzia de coisas pra fazer e só consegui chegar em casa as dez. E vou ter provavelmente a semana mais corrida do mês.

Acontece que quero dedicar à postagem de hoje pra uma pessoa: Thaís Bou Karim. Porque estou com saudades dela? Porque sempre tenho saudades dela? Só porque a acho uma pessoa incrível? Não? Somente porque eu gosto profundamente dela. Porque foi a primeira pessoa que eu gostei, sem conhecer, apenas por afinidade. Tão profundamente que sou totalmente sincero com ela, uma sinceridade que não costumava ter. E que não gosto de ter. Prefiro fazer pose, manipular pessoas do que ser sincero. Desde que a conheci eu já vinha ficando bonzinho demais. E praticamente eu não sou mais eu, mas a culpa não e dela não. Essa degradação já vinha acontecendo muito antes dela. Na verdade isso vem desde que terminei de estudar e não quis entrar numa faculdade particular qualquer. Mas eu quero frear isso e voltar a ser como antes. Quem me conhecia sabe que eu sou orgulhoso, impaciente, metido, antipático, apático, totalmente arrogante e sistemático, mas eu conquistava as pessoas pelo respeito e não pelo carisma. E ando notando que o respeito pra mim vale muito mais que esse carisma nojento e falso... Esse carisma me desgasta e a falta do respeito me faz muita falta. De forma alguma me refiro a ela sobre o mal sobre mim mesmo, mas vou falar dela senão vão entender tudo errado.

Agora sim: Thais Bou Karim. E simples Thais é talvez a menina que eu mais gostei e com quem menos passei tempo. E de como odeio ela por não conseguir me imaginar mandando ela pros quintos dos infernos! Sim é surreal isso pra mim isso, gosto tanto dela que jamais quero fazer a ela algum mal. Porque ela é uma das poucas cinco pessoas que eu sei que quero todo o bem do mundo. E como quero que ela seja feliz! Porque simplesmente ela é foda em todos os gostos, sentidos e talentos. Não! Eu não quero que você a conheça. Não estou fazendo propaganda dela, estou me gabando porque conheço uma pessoa assim. Porque hoje em dia ainda consegui ser amigo dela, embora eu tenha achado que ela não ia querer mais falar comigo varias vezes. Bom na verdade amigo é um exagero, ela me odeia. E certa época se recusou a falar comigo assim não declaradamente, mas de outras formas. Foi pra mim inegavelmente a época mais triste do ano passado. E quando eu estava quase desistindo, ela veio e voltou a falar... E me deixou profundamente feliz, imensamente feliz, porque gosto muito dela. Mas é assim ela é de longe é tal a gente não convive. Eu posso simplesmente perder contato com ela. E talvez nunca mais seja lembrado, mas eu sei que vou me lembrar dela. E por isso acho que não me importo, mesmo que ela se esqueça de quem sou. Vou lembrar-me de como é possível gostar incrivelmente de uma pessoa, e ser eternamente grato por ela te dar essa alegria apenas compartilhando a sua se é que pode chamar: presença. De como eu queria ter visto ela sorrindo varias vezes... Sabe se eu fosse possível eu trocaria varias coisas de valor por vê-la sorrindo, tipo shows ou sorriso da Thais? Sorrisos dela é claro. Seria melhor ter perdido bons filmes, bons livros por passeios ao parque com ela, perdido cruzeiros, raves, sei lá fazer qualquer coisa.

Sendo esse sentimento por ela tão forte que seria muito mais legal recordar da gente conversando debaixo de uma arvore. Do que falar que fui ao Playcenter, que fui num show, que o fiz algo diferente. Mesmo que eu odeie repetir dias iguais e sem sal. Com ela seria melhor que um Cirque du Soleil. Coloco essas coisas urbanas e industriais porque hoje em dia valor pras pessoas é isso. Relativo a tempo, dinheiro e não notam que essas coisas são totalmente sem sentido e nunca satisfazem a gente. Quanto à companhia a naturalidade de uma pessoa que a gente ama. Acho que toda pessoa merecia conhecer uma Thaís Bou Karim em sua vida. Pra que assim entenda que as pessoas são mais importantes que qualquer coisa.

Ah! Thaís como eu te odeio sua insuportavelmente maravilhosa pessoa da qual eu sinto tanta e tanta saudade.

Eu te amo tanto quanto é possível de amar poucas pessoas para que todo o nosso amor não seja só delas.

sábado, 5 de julho de 2008

É preciso renovar

Eu quero esvaziar a garrafa primeiro que acabe minha vontade de beber. E realizar essa vontade de pega-la pelo braço. Colocar aquele cd que parece que conta o presente e o passado sempre que toca, e deixá-lo tocar ate meus ouvidos se enjoarem dele, ate eu decorar tudo. Enquanto a gente quebra os moveis sem querer, enquanto a gente pira sem sentido, enquanto a gente chama os outros aumentando o grau da alegria só pra infernizar. Queria o dia só pra isso...

Chegar de surpresa em sua casa, te levar de subido, porque não agüento mais ver sua lembrança vindo me fazer companhia o tempo todo. Eu quero tomar minha lagrimas transformadas em álcool e chorar o dia inteiro... Eu ando perdido num deserto de sal onde todas parecem manequins, mas você é a única que tem graça no sorrir. Você é que enche meu coração, enche meus olhos e meus sonhos, e me faz lamentar cada momento que não esta aqui. E faz lembrar que só toque e tão bom quanto um sol de manha num dia gelado.

Eu quero me renovar pelo vento da estrada, banhado pela luz artificial dos postes em boates e bares que eu nunca antes tinha visto. Porque eu quero andar por onde não conheço ninguém, correr o risco de ser espancado, perder a conta de quanto eu bebi e ficar pra trás enquanto todos voltam pra casa... Porque quero aproveitar enquanto ainda posso fazer isso, porque quando eu ficar velho não terei pique pra isso. Porque no passado a gente se esquece, mas no presente o que a gente faz e esse falso amor que a gente sente vale por tudo!

Porque nessa sociedade nossa isso é liberdade!